POR QUEM OS SINOS DOBRAM “Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram” (Romanos 12.15)

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Na última semana fomos constantemente lembrados da existência do longínquo país do leste africano, Moçambique. A nação que é o nono país com o menor índice de desenvolvimento humano entre 189 países possui um dos mais altos índices do mundo em mortalidade infantil, portadores de HIV e onde mais de 60% da população possui renda inferior a R$ 215,00 por mês, foi assolada por mais uma tragédia:

uma tempestade tropical, com a presença de um ciclone, que matou centenas, possivelmente, mais de mil pessoas, e afetou quase dois milhões de outras.

É triste. É lamentável. Mas o que nós temos a ver com isso? Nós já temos nossas próprias calamidades. Na mesma semana, dez pessoas perderam suas vidas em uma escola na região metropolitana de São Paulo. Também temos nossos próprios problemas cotidianos a resolver. Porque uma catástrofe que ocorreu do outro lado do Atlântico, há mais de 9 mil quilômetros daqui, deveria nos incomodar?

A sucessão de eventos terríveis, responsáveis por um volume de dor, sofrimento e desespero impossíveis de mensurar, tem nos revelado, ao menos, duas realidades preocupantes: a humanidade está em agonia. E não nos importamos o suficiente com isso.

Há quase quatrocentos anos, John Donne (1572-1631), poeta e sacerdote anglicano, incomodou-se com a indiferença de seus contemporâneos ao sofrimento alheio. Em uma de suas meditações, escreveu: “Nenhum homem é uma ilha, inteiramente isolado, todo homem é um pedaço de um continente, uma parte de um todo [...] a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntai: Por quem os sinos dobram; eles dobram por vós”.

Ao ler o poema de Donne, é impossível não ser recordado das palavras do apóstolo Paulo registradas na carta aos Romanos: “Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram” (Romanos 12.15). Ao cristão não é permitida a apatia. Devemos nos sensibilizar e sentir a dor de nosso próximo em nosso próprio coração. O sofrimento de qualquer ser humano importa para Deus, e por esta razão, deve ser importante para nós também.

Lembre-se de Moçambique em suas orações como se fosse sua família consumida pelas ondas. Como se fosse a sua casa levada pelas águas. Como se aquelas lágrimas fossem as tuas. Que Deus tenha misericórdia de todos nós!                                             Rev. Henrique B. Machado

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